As reações químicas no nosso corpo precisam de meio aquoso para se realizarem;
O sangue do ser humano é composto em condições normais por 83% de água;
A quantidade de água no organismo diminui naturalmente aproximadamente 15% (cerca de 6 L) entre 20 e 80 anos de idade e, consequentemente, os mais Velhos são mais suscetíveis à desidratação;
Ao longo da vida, a água pode passar de cerca de 80% da composição corporal de uma criança para aproximadamente 70% de um adulto e cerca de 50% de uma pessoa Idosa.
Essa diminuição da quantidade de água deve ser tida em conta no receituário de medicamentos de forma a evitar situações de toxicidade;
Com o passar de anos a capacidade de sentir sede diminui, o que resulta no risco natural para a diminuição de ingestão de líquidos e consequente desidratação;
A desidratação está associada à taxa de mortalidade de pacientes mais velhos hospitalizados, pode precipitar hospitalizações de emergência e aumenta o risco de repetição de hospitalizações;
Uma elevada percentagem de idosos que dão entrada em hospitais, chegam desidratados.
Outras duas razões dos mais Velhos serem um grupo de risco de desidratação são a diminuição da capacidade do organismo em conservar água e a diminuição da capacidade em responder às variações de temperatura.
Estas duas alterações fisiológicas naturais podem ser agravadas com o tempo quente ou doenças crónicas como a diabetes e a demência.
Identificar a desidratação é uma tarefa difícil e o cuidador deve estar atento aos seguintes sinais: sonolência excessiva, confusão mental, fraqueza, agitação psicomotora, indisposição, dores de cabeça, boca seca ou com pouca saliva, choro sem lágrimas, diminuição da urina ou urina de cor forte, diminuição da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, tonturas, perda de peso e aumento de infeções. Em casos extremos, a desidratação pode levar à morte.
Consoante a atividade diária, o organismo humano pode perder entre 1.5L a 2,5L de água por dia através da atividade física, respiração, suor, urina e fezes.
É necessário ter atenção redobrada em pessoas que vivem sós e que têm dificuldades de deglutição, mobilidade, comunicação, demência, incontinência urinária e que usem laxantes ou diuréticos;
O coração de uma pessoa desidratada tem que bater mais vezes para bombear oxigénio e nutrientes para as células;
Beber água ajuda a eliminar toxinas e a manter a pele saudável.
A água entra na composição da cartilagem das articulações, zonas sensíveis ao envelhecimento;
As pessoas com alergias e asma têm maior dificuldade em respirar quando estão desidratadas;
A falta de água no organismo cria condições para que se acumulem toxinas e bactérias, e os rins e a bexiga são dois órgãos particularmente suscetíveis a infeções;
A consequência mais grave de desidratação extrema é a morte, uma vez que o sangue começa a fluir em quantidades insuficientes para os órgãos, provocando uma falência dos órgãos.

Sobre a hidratação:

A água deve ser bebida essencialmente fora das refeições para que seja rapidamente absorvida e cumpra realmente a função de hidratação;
Deve ser ingerida gradualmente em pequenos goles;
A altura do consumo deve privilegiar a parte da manhã e ir diminuindo até à noite, para que durma sem interrupções (menos micção noturna);
A água tem alguns micronutrientes, mas não tem calorias (não engorda);
Quando se ingere muita água conjuntamente com alimentos, o resultado é a dilatação do estômago com sensação de inchaço. Como os alimentos têm que ser digeridos e permanecem mais tempo no estomago juntamente com a água, formam um grande volume alimentar;
Aconselha-se um consumo diário de um litro e meio a dois litros de água por dia. É preciso ter em atenção a atividade física que se tem durante o dia, a temperatura ambiente e medicamentos diuréticos e laxantes que se tomam;
Uma ingestão moderada de água à refeição (entre 200 e 300 ml) ajuda a humedecer o bolo alimentar o que facilita a sua passagem ao longo do intestino, combatendo a prisão de ventre;
Uma ingestão adequada de água à refeição permite formar um bolo alimentar mais volumoso, o que dá um sinal ao nosso cérebro que estamos saciados com mais facilidade.
Qualquer líquido que tenha função hidratante não deve ter açúcar na sua constituição;
A desidratação pode ser detetada através de sinais como a cor da urina, prega cutânea, hipotensão (queda de tensão arterial) e dor de cabeça.

Como hidratar o seu familiar?

Os cuidadores devem criar estratégias de hidratação de forma a alterar o mínimo possível os hábitos do familiar “idoso”.
Ao ver um programa televisivo, dar a ingerir um copo de água, batido ou sumo nas pausas da emissão;
Marcar um horário e, caso haja necessidade, recorrer à utilização de um sinal sonoro para recordar a ingestão do líquido hidratante;
Ingerir um copo de água, batido ou sumo sempre que higienizar as mãos;
Optar por infusões, às quais não deve ser adicionado açúcar, de forma a prevenir a ingestão excessiva de açúcares simples: pode aromatizar-se a água adicionando gotas de sumo de laranja, lima ou limão, ou adicionar uma rodela de laranja, lima, limão ou canela;
Consumir regularmente frutos e hortícolas frescos como melão, melancia, meloa, uvas, kiwi, morangos, maçã, pera, pêssego, brócolos, cenoura, alface e tomate, uma vez que este consumo contribui para a ingestão hídrica do idoso por apresentarem na sua composição uma percentagem de água entre os 80 e os 90%;
Manter o consumo de sopa de legumes às refeições principais, dado que contribui igualmente para a ingestão de líquidos, mas também para a ingestão de fibra, vitaminas e minerais essenciais.
Com exceção da água e infusões, todos os outros alimentos ou preparações que contribuem para a ingestão hídrica devem estar integrados numa dieta equilibrada e saudável para a pessoa idosa, para que não sejam promotores do aumento da ingestão de energia e consequentemente do peso.

Fonte: Clique aqui.

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